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AD no Brasil

HISTÓRIA DA MISSÃO DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL

 

Quando da descoberta do Brasil, o escrivão da armada portuguesa, Pero Vaz de Caminha, enviou uma carta a El rei, narrando-lhe as venturas do novo achado. Parecendo não se entusiasmar com as estranhezas das possessões americanas,

Caminha disse a Dom Manuel, o Venturoso, ser esta a única coisa que se poderia fazer neste recanto de mundo: dedicar-se à salvação dos gentios. Referia-se aos índios que os fora recepcionar naquele 22 de abril de 1500.

A história mostra que a sugestão de Caminha não foi devidamente considerada. Com as investidas dos corsários ingleses e franceses, conscientizou-se a coroa lusíada ser o Brasil uma fonte de inesgotáveis riquezas. Por que se preocupar com as almas dos gentios? Darão eles dividendos ao trono? Cristóvão Colombo, aliás, apesar do caráter religioso de suas expedições, já teria afirmado: ?A melhor coisa do mundo é o ouro; é capaz de enviar almas aos céus?. O que esta afirmação vem demonstrar? Que a principal motivação dos empreendimentos marítimos não era a expansão do Reino de Deus, mas a das possessões de Lisboa e Madrid.

Por isto muito se turbou Portugal com as incursões dos corsários às nossas costas. Para rechaçá-los e explorar economicamente a terra, ensaia alguns passos para ocupar as vastidões do Novo Mundo.

Em 1530 é encetada a primeira expedição colonizadora. Tendo à frente Martim Afonso de Souza, a expedição daria início ao povoamento efetivo das terras agora tão cobiçadas. Acompanhado Dom Martim, vem muita gente interessada no progresso daquele chão incipiente, rude e desconhecida. Passados dois anos, o rei Dom João III endereça-lhe uma carta, participando-lhe de sua intenção em dividir o Brasil em capitanias hereditárias. Pelas novas disposições, caber-lhe-ia São Vicente.

Corajoso e empreendedor, o nobre lusitano faz a capitania prosperar. Monta o primeiro engenho de açúcar no Brasil. Dá expressão aos povoados, e alento aos desbravadores que se dirigiam ao planalto de Piratininga. Ele demonstra ser a nova colônia uma terra viável e mais que promissora. Haja vista ter sido a sua capitania, juntamente com a de Pernambuco, a mais desenvolvida e produtiva.

Quanto à salvação da alma do gentio, só seria tratada 23 anos depois. Afinal, para as potências da época, a fé nada mais era que um pretexto para expandir o comércio.

1 A chegada dos Jesuítas

A catequização dos índios brasileiros foi iniciada em 1533, no tempo do governador Mem de Sá. Tendo à frente o padre Manoel da Nóbrega, pretendiam os jesuítas duas coisas: Converter o gentio e instruir os colonos. Tal pretensão, porém não deu resultado. No trato com gente de cultura e índole tão diversas, a Companhia de Jesus viu seu sistema educacional desnudar-se amorfo e confuso. Nem os índios eram convertidos, nem os colonos educados.

Não se sabe ao certo como os índios chegaram às terras do Brasil. Supõe-se terem eles, após a confusão da torre de Babel, deixado a planície de Sinear e avançado em direção ao território atual da Rússia. De lá, rumaram ao Estreito de Behring, onde, aproveitando-se de um congelamento das águas que separaram os continentes Asiático e Americano, passaram para o Novo Mundo. E assim, após sucessivas e cansativas escalas, foram fixando-se desde o Alaska até a Argentina.

Infelizmente, tornaram-se alvos fáceis da ganância do colono português que, inescrupulosamente, buscou reduzi-lo a escravidão. Todavia isto não foi possível porque acostumados com a vida ao ar livre, cedo fugiam de seus amos. Foi aí que se pensou na possibilidade de se transportar para cá o negro africano.

De um lado os Jesuítas com as reduções; de outro, os colonos, tentando escraviza-los. Todos estes ataques foram dizimando os silvícolas. Dos seis milhões de índios que havia no Brasil, quando do descobrimento, restam-nos hoje menos de duzentas mil almas. Todavia não é nosso objetivo, tratar da desventura dos primitivos habitantes do país. O que intentamos mostrar é como se desenvolveu a vida religiosa aqui e, em seguida, provar que, de todo esse sincretismo, ficou ao nosso povo uma triste herança espiritual: os cultos afro-brasileiros.

A uma pergunta que não haverá de calar jamais: o que fizeram os reformadores protestantes para evangelizar o Brasil? Sim, pois, na época do descobrimento, o avivamento iniciado por Lutero e Calvino estava no auge. Que esforços envidaram para arrancar as tribos brasileiras e os colonos lusitanos daquelas densas trevas espirituais?

2 O descaso dos Reformadores

Deflagrada por Martinho Lutero, a Reforma Protestante representou um grande avanço para o mundo. A partir das Noventa e Cinco Teses fixadas nas portas da Igreja de Wittemberg, na Alemanha, em 31 de Outubro de 1517, a história das nações, principalmente europeia, nunca mais seria a mesma. Posicionando-se contra, ou a favor, nenhum povo pode ignorar os efeitos daquele movimento que arrancou os filhos de Adão da Idade Média. De repente, viram-se milhões de almas livres do aguilhão da Santa Sé. Já era possível aspirar ao ar da liberdade.

No que tange à Obra Missionária, porém, a Reforma Protestante deixou muito a desejar. Embora apregoassem um retorno imediato às Escrituras, os reformadores não assimilaram a urgência da Grande Comissão. Nos anos subsequentes, começaram a enredar-se em brigas intensas e discussões tolas acerca de vários pontos doutrinários.

Enquanto isso ia a contrarreforma ganhando terreno nas mais diferentes partes do mundo, notadamente nos continentes descobertos pelos espanhóis e portugueses.

Contaminado por uma síndrome escatológica, Martinho Lutero afirmava que, como a vinda de Cristo estava próxima, nada mais se poderia fazer em prol daqueles que, até aquela data, ainda não haviam sido alcançados pelo Evangelho. Por seu turno Calvino, envenenado pela doutrina da predestinação, defendia já estarem seguros os que haviam sido predestinado à vida eterna. Quer fossem evangelizados, quer não, a salvação destes já estava garantida. Quanto aos outros, por que perder tempo falando-lhes de Jesus? Infelizmente, observando estes mesmos entraves atrapalharem a Obra de Deus ainda hoje. É chegado o momento, todavia, de nos desvencilharmos de tais empecilhos, e cumprir incondicionalmente os itens da Grande Comissão. Os que olham as nuvens das últimas coisas jamais espalharão a Boa Semente das primeiras.

Em consequência de ambos os posicionamentos, as missões evangélicas muito sofreram. Aproveitando-se desta visão distorcida dos reformadores, a Igreja Católica não perdeu tempo. Espalhou seus missionários pelos mais distantes e exóticos recantos do mundo. Haja vista os jesuítas que se embrenharam pelo Novo Mundo, fazendo contatos com os indígenas, abrindo reduções e estabelecendo os alicerces educacionais das nações Latino-americanas.

Os protestantes foram tão pouco venturosos na evangelização de nossa terra naqueles idos, que mesmo as poucas iniciativas, redundaram em fracasso.

3 As primeiras iniciativas para se implantar a fé evangélica no Brasil

A fé evangélica, no Brasil, só começou a prosperar nos últimos dois séculos. Desde o descobrimento, foram empreendidas diversas empreitadas para se implantar aqui os princípios da Reforma Protestante. Todas as empreitadas, porém, fracassaram: vinham escudadas com interesse que colidiam com os negócios supremos e inadiáveis do Reino de Deus. Quando isto ocorre as missões veem-se cobertas de frustrações e opróbrios; o evangelismo morre em seu nascedouro; e, entre os gentios, é blasfemado o santo nome do Senhor.

4 O Evangelho que demorou chegar

A partir de então, muito pouco se pôde fazer pelas almas que, em nossos rincões suspiravam pela Palavra de Deus. A situação só começaria a melhorar a partir de 1808, com a vinda da família real para o Brasil.

Escoltados pelos ingleses, viram-se os príncipes lusitanos obrigados a cumprir determinadas cláusulas que os tornavam dependentes de Londres. Tiveram de acabar com as atividades do Santo Ofício em terras brasileiras, e não mais incomodar os súditos do Reino Unido em virtude da fé que estes professavam. Pressionados pelos ingleses, Dom João VI expede a seguinte declaração: Sua Alteza Real, o Príncipe Regente de Portugal declara e se obriga no seu próprio nome e no de seus herdeiros e sucessores a que os vassalos de sua Majestade Britânica residentes em seus Territórios e Domínios não serão perturbados, inquietados, perseguidos ou molestados por causa de sua religião, mas, antes terão perfeita liberdade de consciência e licença para assistirem e celebrarem o serviço divino em honra do Todo-Poderoso Deus; quer seja dentro de suas casas particulares, quer nas particulares Igrejas e Capelas que sua Alteza Real, agora e para sempre graciosamente lhes concede permissão de edificarem e manterem dentro de seus domínios e conquistas, contanto que as sobreditas capelas sejam construídas de tal maneira que exteriormente se assemelhem a casas de habitação e também que o uso de sinos não lhes sejam permitido.

Sob o apanágio deste benevolente decreto, a Igreja Anglicana, bem como as demais denominações históricas, comissionam seus primeiros obreiros a trabalharem entre nós. Vêm os presbiterianos, congregacionais e batistas. E, no início deste século, já sem os empecilhos de uma religião oficial, eclode o movimento pentecostal no Pará e, em poucos anos, chega ao Rio Grande do Sul. O movimento pentecostal, trazido para cá pelos missionários suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren, representou um dos maiores fenômenos religiosos das últimas eras.

5 Os primeiros dias do avivamento

Os historiadores que se ocupam do Avivamento Pentecostal no século 20 são unânimes em mencionar a Rua Azusa, em Los Angeles, Califórnia, em 1906, como centro irradiador de onde o avivamento se espalhou para as outras cidades e nações.

A Rua Azusa transformou-se em poderosa fogueira divina, onde centenas e milhares de pessoas de todos os pontos da América, ao chegarem atraídas pelos acontecimentos e para ver o que estava se passando ali, eram batizadas com o Espírito Santo, e ao retornarem para as suas cidades levavam essa chama viva que também alcançavam as outras pessoas.

Porém, quem havia trazido a mensagem Pentecostal a Los Angeles fora uma senhora metodista, que, por sua vez, a recebera na cidade de Houston, quando tinha ido visitar seus parentes. Antes desta data (1906), podemos também citar os avivamentos ocorridos:

• Suécia em 1858

• Inglaterra em 1740

• Estados da Nova Inglaterra na América do Norte em 1854

• Estados da Nova Inglaterra na América do Norte na cidade de Moorehead em 1892

• Estados da Nova Inglaterra na América do Norte na cidade de Galena, Kansa e Orchard e Houston 1903, 1904, 1905, respectivamente.

Reportemo-nos, pois, aos acontecimentos do ano 1906, na Rua Azusa. Em um edifício que anteriormente servia como armazém de cereais, passaram se reunir várias pessoas sedenta da Graça divina, para interceder pela salvação dos pecadores e clamar por um avivamento.

O pastor W.J.Seymour, que servia nesta Igreja, não era pregador eloquente; porém seu coração ardia de zelo pela pureza da Obra do Senhor, e sua mensagem era vivificada pelo Espírito Santo. Deus respondia as orações, e glória se manifestava de tal maneira que eram batizados com o Espírito Santo e todos ficavam cheios do Espírito.

A notícia desses acontecimentos foi anunciada em toda a cidade, inclusive nos jornais seculares, que imediatamente enviaram repórteres para observar e descrever os fatos.

Os membros de várias igrejas, uns por curiosidade, outros por desejo de receber mais graça do céu, chegavam para ver com os próprios olhos aquele fenômeno. Muitos deles traziam consigo a opinião de que tudo aquilo não passava de obra de fanáticos. Porém, todos saíam dali convencidos de que era um movimento divino, e transformavam-se em testemunhas e propagandistas do Movimento Pentecostal que se iniciara naquela ruazinha em Los Angeles.

6 O fogo se espalha

Dentro em poucos os centros urbanos norte-americanos foram alcançados pelo avivamento. Uma das cidades que mais se destacaram e se projetaram no Movimento Pentecostal foi Chicago. As boas-novas do avivamento alcançaram, praticamente, todas as igrejas evangélicas da cidade. Em algumas, houve oposição da parte de poucos crentes, porém o avivamento triunfou, pois, além de outras características que o recomendavam, ele se destacava pelo evangelismo dos outros povos. Ou seja: cada um que se convertia, transformava-se também em missionário.

7 Tochas dessa fogueira - GUNNAR VINGREN E DANIEL BERG

Enquanto o avivamento conquistava terreno e dominava a vida religiosa de Chicago, fatos de alta importância envolveram dois jovens suecos residentes nos Estados Unidos, que em breve teriam suas vidas intimamente ligadas à História das Assembleias de Deus do Brasil.

Na cidade de South Bend, no Estado da Indiana, morava um pastor batista que se chamava Gunnar Vingren. Atraído pelos acontecimentos do avivamento em Chicago, o jovem originário da Suécia foi a essa cidade a fim de saber o que realmente estava acontecendo ali. Diante da demonstração do poder divino, ele creu e foi batizado com o Espírito Santo.

Pouco depois, Gunnar Vingren participou de uma convenção de igrejas batista, em Chicago. Essas igrejas aceitaram o Movimento Pentecostal. Ali ele conheceu outro jovem sueco que se chamava Daniel Berg. Esse jovem fora batizado com o Espírito Santo. Após uma ampla troca de informações, experiências e ideias, Daniel Berg e Gunnar Vingren descobriram que Deus os estava guiando numa mesma direção, isto é: o Senhor desejava enviá-los com a mensagem do Evangelho a terras distantes, mas nenhum dos dois sabia exatamente para onde seriam enviados.

Algum tempo depois, Daniel Berg foi visitar o pastor Vingren em South Bend. Durante aquela visita, quando participavam de uma reunião de oração, o Senhor lhes falou, através de uma mensagem profética, que eles deveriam partir para pregar o Evangelho e as bênçãos do Avivamento Pentecostal. O lugar tinha sido mencionado na profecia: Pará. Nenhum dos presentes conhecia aquela localidade. Após a oração, os dois jovens foram à biblioteca a procura de um mapa que lhe indicasse onde o Pará estava localizado. Foi quando descobriram que se tratava de um Estado do Norte do Brasil. Aqueles dois jovens missionários suecos sentiam arder em seus corações o entusiasmo e o zelo pela causa de Cristo. Eram tochas daquela mesma fogueira que começara arder em Chicago.

A chamada foi confirmada onde quer que se reuniam para orar nesse sentido, não uma vez, mas durante três dias seguidos. Tratava-se de uma chamada de fé. Pois só exercitando a fé eles poderiam deixar tudo para trás e sair rumo ao desconhecido. Não tinham qualquer promessas de sustento, quer de igrejas, quer de particulares, mais tinham o coração cheio de confiança em Deus, e isso lhes proporcionava mais segurança do que qualquer promessa humana que por acaso lhes tivesse sido feita.

8 Os primeiros frutos

No dia 5 de Novembro de 1910, a bordo do navio Clemente, os missionários deixaram a frígida Nova Iorque com destino à cálida Belém do Pará. As atividades missionárias de nossos irmãos se iniciaram ali mesmo, a bordo do navio, entre tripulantes e passageiros. Eles distribuíram folhetos; falaram a Palavra de Deus e testificaram a todos. Claro está que nem todos receberam a mensagem, porém os missionários tiveram o privilégio de ver um tripulante se converter, o qual depois, foi batizado nas águas, e manteria mais tarde contato com os missionários por correspondência. Era o primeiro fruto da missão dos dois servos de Deus, e mais uma prova de que o Senhor estava com seus servos.

No dia 19 de Novembro de 1910, em um dia de sol causticante dos trópicos, os dois missionários desembarcaram em Belém. Não possuíam eles amigos ou conhecidos nesta cidade. Não traziam endereço de alguém que os acolhesse ou orientasse. Vinham unicamente encomendados à graça de Deus.

Carregando suas malas, enveredaram por uma rua. Ao alcançarem uma praça, sentaram-se em um banco para descansar; e aí fizeram a primeira oração em terras brasileiras. Oraram por um povo que lhes era desconhecido, mas que já amavam, e pelo qual estavam dispostos a sacrificar-se.

9 Semeado pela nação brasileira o fogo pentecostal

9.1 Amazonas - Severino Moreno de Araújo, foi quem levou a mensagem pentecostal mais para o norte. E em 1º de Janeiro de 1918 foi considerada a data de fundação da Assembleia de Deus em Manaus.

9.2 Rondônia - O ano de 1922 assinala a fundação da Assembleia de Deus na cidade mais importante da região que naquela época, pertencia ao Amazonas: Porto Velho. A data de registro é 28 de Fevereiro; entre os fundadores da Assembleia de Deus em Porto Velho estava um dos primeiros missionários vindos da América do Norte seu nome Paul John Aenis.

9.3 Maranhão - Foi no ano de 1921 que Deus enviou a mensagem pentecostal ao Estado. O trabalho teve início na capital São Luiz. Procedente do Estado do Pará, a mensagem foi trazida pelo pastor Clímaco Bueno Aza, cidadão colombiano que se convertera ao Evangelho em Belém, e ali fora ordenado ministro do Evangelho em 10 de Março de 1918. Clímaco foi o pioneiro do Movimento Pentecostal em terras maranhenses.

9.4 Piauí - No dia 8 de junho de 1927 ocorreram os primeiros movimentos dos mensageiros pentecostais em Teresina. Não se sabe ao certo se nesta data houve cultos na capital do estado, mas sabe-se que a visita de Raimundo Prudente de Almeida a cidade, teve como objetivo anunciar a mensagem de Cristo, a mensagem pentecostal.

9.5 Ceará - Não foi qualquer missionário, nem mesmo qualquer obreiro credenciado quem levou a mensagem pentecostal ao estado do Ceará, nem sequer foi um varão, e sim uma mulher humilde, mas fervorosa e destemida, que recebera e aceitara a mensagem pentecostal quando estava em Belém do Pará e desejou que seus parentes que viviam no Ceará também conhecessem as Boas Novas. No ano de 1914 a irmã Maria Nazaré partiu para a serra de Uruburetama.

9.6 Rio Grande do Norte - As atividade dos primeiros crentes na cidade de Natal tiveram como resultado a conversão de muitas pessoas que foram alcançadas pelo poder de Deus. Os cultos começaram a serem realizados em casas particulares e o número de convertidos aumentava dia a dia. Para batizá-los, por solicitação dos irmãos de Natal, a Assembleia de Deus de Belém enviou, no ano de 1918, o pastor Adriano Nobre, que iniciou a Igreja em Natal.

9.7 Paraíba - Embora não seja possível determinar o dia exato em que os arautos pentecostais chegaram à Paraíba, sabe-se, contudo, que foi em 1918 que o trabalho das Assembleias de Deus se iniciou naquele estado. Na capital, o evangelho chegou em 1920, trazido por Francisco Felix e sua esposa.

9.8 Pernambuco - Graças à larga visão espiritual da igreja em Belém do Pará, que o evangelho chegou à Recife. No ano de 1916 Adriano Nobre foi enviado com o objetivo de testificar de Jesus e verificar as possibilidades de estabelecer um trabalho de evangelização na capital de Pernambuco.

9.9 Alagoas - No dia 21 de agosto de 1915, a bordo de um navio do Lloyd Brasileiro, chegava a Maceió o missionário Otto Nelson com a incumbência divina de anunciar a mensagem pentecostal àquele lugar.

9.10 Sergipe - A primeira cidade a receber o evangelho completo foi a capital Aracaju. O primeiro pregoeiro das verdades bíblicas foi o Sargento Ormínio, membro da Assembleia de Deus em Belém do Pará, que servia ao exército brasileiro. Fruto de sua pregação, diversas pessoas aceitaram a Cristo. Para batizá-las comunicou-se com a igreja em Maceió, Alagoas; esta comissionou o pastor João Pedro da Silva, que em 1928 batizou os primeiros novos convertidos.

9.11 Bahia - As primeiras atividades do trabalho pentecostal no Estado da Bahia começaram na antiga cidade de Canavieiras, no sul do estado. No ano de 1927, nesta cidade, o primeiro batismo nas águas foi realizado pelo pastor João Pedro, porém, quem primeiro anunciou a mensagem pentecostal foi Joaquina de Souza Carvalho, que ao vir morar em Canavieira, começou a falar a respeito da salvação.

9.12 Espírito Santo - Os primeiros arautos pentecostais que chegaram à cidade de Vitória foram Galdino sobrinho e sua esposa, em 1922. Em 1924 Daniel Berg chegou na cidade. Realizou os primeiros cultos na rua Santo Antônio, no centro da cidade. Após alguns meses, o missionário Daniel deixou a cidade sem ter estabelecido um trabalho. Não se sabe se alguma pessoa se converteu. Em 1928, chegaram à Vitória, sete membros da Assembleia de Deus de Aracaju, Sergipe que logo iniciaram a evangelização pessoal, com resultados surpreendentes. Deus converteu várias pessoas. No ano de 1929 os crentes pediram à igreja em Sergipe que lhes enviasse um pastor para organizar o trabalho e doutrinar os novos convertidos. No dia 9 de maio chegava à cidade o pastor João Pedro da Silva que realizou o primeiro batismo nas águas em 8 de junho de 1930.

9.13 Rio de Janeiro - No ano de 1925, logo após a sua organização, a Assembleia de Deus no Rio de Janeiro passou a atender a cidade de Niterói. Em agosto de 1926, proveniente de Santos, chegava à Niterói João Corrêa da Silva e esposa para dirigirem o trabalho.

9.14 Guanabara - No final de 1923, moravam no Rio de Janeiro alguns irmãos que tinham vindo do Pará, estes realizaram os primeiros cultos pentecostais, antes mesmo da organização da igreja. Algum tempo depois, chegou ao Rio de Janeiro, proveniente do Norte, Heráclio Menezes, que se hospedou na casa da família Brito, onde fundou uma escola dominical, domingo à tarde e aos sábados à noite realizava cultos de oração, por não haver pregador. No dia 30 de abril de 1924, na rua Senador Alencar, resolveram organizar a Assembleia de Deus do Rio de Janeiro sob o pastorado de Adriano Nobre e João do Nascimento.

9.15 Minas Gerais - No mês de fevereiro de 1927 chegava a Belo Horizonte o pastor Clímaco Bueno Aza. Não havia pentecostais ali. Aza foi morar na rua Peçanha, esquina da rua Paraíso. Ali foram realizados os primeiros cultos e se converteram as primeiras pessoas. Dali estendeu-se a obra pentecostal para todo o estado.

9.16 São Paulo - Após 15 anos de a mensagem pentecostal ter chegado ao Brasil, São Paulo foi alcançado pela chama que já havia se alastrada inclusive pelos estados do Sul. Em 15 de novembro de 1927 chegava à cidade de São Paulo o missionário Daniel Berg e esposa, com o objetivo de anunciar as boas novas na metrópole paulista. Os primeiros cultos foram realizados em uma casa alugada na vila Carrão e assistidos por duas ou três pessoas. No dia 4 de março de 1928 foi efetuado o batismo dos primeiros novos convertidos.

9.17 Paraná - A data de 19 de outubro de 1928 assinala a chegada a Curitiba, do pastor Bruno Skolimowski. Pela direção de Deus, pregou aos poloneses na sua própria língua, em razão do grande número desses que ali viviam e não falavam português. Após um ano, o pastor Bruno passou a pregar também aos brasileiros, sem deixar de pregar aos poloneses aos domingo à tarde.

9.18 Santa Catarina - A primeira pessoa residente em Santa Catarina a manter relações com a Assembleia de Deus no estado do Pará foi João Karkle, que morava em Criciúma. Desde 1924 ele recebia literatura pentecostal e o jornal Boa Semente. Em 1923, Gunnar Vingren esteve em Santa Catarina. Fora informado de que o movimento pentecostal estava atuando nesse estado, mas encontrou apenas feitiçaria e baixo espiritismo. Voltou sem estabelecer trabalho.

9.19 Mato Grosso - O norte do estado do Mato Grosso recebeu a mensagem pentecostal no ano de 1923. O evangelho foi levado através das fronteiras com o Estado do Amazonas pelos pioneiros pentecostais que percorriam os imensos rios e intermináveis seringais amazonense. O responsável foi Elói Bispo de Sena que iniciou pela cidade de Generoso Ponce. Apesar do primeiro registro referir- se a Elói, sabe-se que ele fora visitar um núcleo naquele local, mas não sabe-se exatamente quem levou a mensagem pela primeira vez e que, portanto, o evangelho realmente chegara ao norte do Mato Grosso no ano anterior:1922.

9.20 Goiás - Foi a última unidade da Federação a receber a mensagem pentecostal. Somente em 1936 registrou-se oficialmente a presença de mensageiros pentecostais ali. O diácono da igreja em Madureira Antônio Moreira foi designado por Paulo Leivas Macalão a dirigir o trabalho. Os primeiros cultos realizados em Goiânia foram realizados no bairro de Botafogo, na casa de um irmão, no mês de dezembro de 1936.

9.21 Rio Grande do Sul - As atividades da Assembleia de Deus no Estado iniciaram-se no dia 15 de abril de 1924, com o primeiro culto pentecostal na cidade de Porto Alegre. O missionário responsável foi Gustavo Nordlunde família. Ele chegou ao estado em 2 de fevereiro de 1924.

Na quinta-feira, 21 de novembro de 1946, a família Taranger embarcou em um DC3 no aeroporto do Rio de Janeiro com destino a Porto Alegre, fazendo escala em São Paulo e Curitiba. Quando chegaram a Porto Alegre, foram recebidos pelos missionários Gustavo e Herberto Nordlund e, com muita alegria no coração, Nils e Gustavo viram realizado o desejo manifesto em 1938, na Suécia, quando Nils havia expressado sua chamada para a obra missionária e Gustavo pediu-lhe que, se fosse ao Brasil viesse ajudá-lo no Rio Grande do Sul.

Nesse período, Herberto havia alugado um sobrado, na rua larga, hoje Santa Cecília, nº 281 e cedeu para Nils morar juntamente com ele e sua família. Nils começou a participar dos cultos, cantando e tocando seu acordeão e sendo interpretado quando pregava por Gustavo ou Herberto. Logo que chegou a Porto Alegre, Nils procurou aprender a língua portuguesa de forma correta; por isso, contratou uma professora que era nora do pastor Derli Chaves, da igreja Metodista que também foi presidente da Câmara de Vereadores e Prefeito da Capital Gaúcha.

Quando Nils chegou ao Rio Grande do Sul, o irmão Gustavo Nordlund era o responsável pelo trabalho de todo o Estado e fazia visitas periódicas às igrejas. Mas ele havia determinado que o pastor Herberto atenderia a fronteira e o pastor Olavo Nunes atenderia a serra. As primeiras igrejas na fronteira estavam localizadas em Itaqui, São Borja, Uruguaiana, Alegrete, Quaraí e Itacurubi. Na serra eram Passo Fundo, Nonoai, Palmeira das Missões, Boi Preto e Cruz Alta.

A Assembleia de Deus tornou-se grande em toda a parte. As reuniões gerais ocorriam duas vezes por ano, como se fossem Convenções. Os assuntos administrativos eram muito pouco tratados, para que não tirassem o tempo do estudo da Palavra e da Oração. Durante o dia, eram realizados os Estudos Bíblicos, e, à noite, ocorriam os cultos de avivamento. Eram uma semana de festa espiritual e muitos milagres, e maravilhas aconteciam, e Jesus batizava centenas com Espírito Santo, pois os momentos de Oração eram indispensáveis antes de qualquer reunião, e a frequência era maciça. Essas reuniões eram abertas ao público, mas só eram consagrados ao pastorado, irmãos de tempo integral na obra. A igreja não admitia pastor com atividade paralela ao ministério.

Fonte: Extraído do Site CIEPADERGS



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